Por AUGUSTO FERNANDES
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Antônio “O que todos acham que é lixo, para mim é o meu ganha pão.
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O movimento 20° tem o objetivo de atender as necessidades básicas do trabalhador. “O movimento tem esse nome, justamente para fazer uma crítica às pessoas que fingem não enxergar os catadores, pensam que o trabalho deles não tem valor. Isso é um grande erro, graças a esses trabalhadores a cidade de São Paulo não afundou no lixo. Tem gente que começou a catar lixo desde os 14 anos, agora ele tem 25 anos, pensa o tanto de lixo que ele não tirou da rua. Cerca de 90% do lixo reciclado é coletado pelos catadores”, diz Aldair Assis, 55, um dos fundadores do projeto.
Um dos catadores que faz parte do 20º, Antônio Corrente hoje enxerga a importância de seu trabalho. “A gente se sente abandonado quando não temos ajuda, graças ao 20º eu comecei a dar mais valor em mim e no meu trabalho, porque eles me mostraram a importância do catador para a cidade", afirma o catador, enrugando a testa, ele fecha a cara ao pensar em algo que havia acontecido com ele recentemente, “Às vezes só porque você é um catador e está puxando a carroça já acha que você é maloqueiro, um drogado, eles não veem que você é um pai de família”.
Antônio se apoia na carroça, a perna direita passa à frente da esquerda, cruza os braços, acende um cigarro e dá uma risada meio tímida. “Ô zica, vai vendo. A carteira assinada de um trabalhador tem grande importância, para ele é um grande orgulho, ainda mais se for de uma grande empresa. É a mesma coisa que eu sinto da minha carroça”.






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