A Era do comodismo

Por FILLPPO LIMA


  Atualmente, o Facebook é a rede social que mais agrega pessoas no mundo. A principio, ele seria apenas mais uma para se comunicar com os amigos e não perder o contato mesmo se estivessem longe. Mas para algumas pessoas essa rede social vai além de uma simples interação com os colegas. Para essas pessoas, o Facebook serve para protestar, suprir suas necessidades, coisas que não podem fazer ou falar pessoalmente, mas com seu uso, acham que podem. E isso gera uma certa polêmica: seria realmente uma forma de protesto ou um certo comodismo?
   Antigamente, quando a cidade tinha algum problema, as pessoas saiam as ruas para protestar, levavam cartazes para manifestações, cantavam couros e tentavam atingir os principais responsáveis. Porem, muita coisa mudou com o avanço da tecnologia e o alcance que as redes sociais têm hoje. É normal vermos muitas pessoas postando fotos de pessoas com fome, cachorros maltratados ou abandonados, protestos contra política, violência, preconceito ou racismo.
   Mesmo com essa era da tecnologia e a possibilidade que a internet proporciona para as pessoas expressarem suas opiniões, muitos manifestos nas ruas ainda acontecem pelo mundo. E esses que saem de suas casas para manifestar acham que a internet, hoje, é um problema, porque tira a vontade de muitas pessoas que acreditam que o manifesto online é a mesma coisa que o manifesto pessoal.
   Independente de quem esteja certo, os protestos onlines (se é que podemos chamar assim) continuarão existindo e o pessoal também. Mas se hoje já esta assim e a tendencia é a tecnologia evoluir cada vez mais, será que até essas pessoas que participam dos reais protestos podem acabar, como elas mesmas dizem, no comodismo criado pela internet e sua rede social?

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