'Diferenças precisam ser respeitadas', diz psicóloga.
Por GIOVANNA MANUCELLI
Por GIOVANNA MANUCELLI
Flávia Valente tem 34 anos, é coordenadora de produtos de canais eletrônicos em uma grande instituição financeira do Brasil e pertence à Geração X (pessoas nascidas entre a década de 1960 e 1980). Certa vez teve um gestor da Geração Y(nascidos entre a década de 1980 e 1990) e sentiu dificuldade de trabalhar com ele. Era uma pessoa cheia de ideias, muito teórico, mas não conseguia colocar seus planos em prática. Ele não se adaptou e acabou logo saindo da empresa.
Há muitas histórias parecidas como essa dentro de empresas espalhadas por todo o Brasil. Essas situações se tornaram muito comuns devido à recente chegada da Geração Y ao mercado de trabalho. O que trouxe à tona uma série de questionamentos e, claro, muitas diferenças em relação à Geração X.
A coordenadora ainda acredita que o problema vai além das características da própria geração. "As empresas não estão preparadas para lidar com a Geração Y". E completa: "Trabalhar com pessoas muito jovens tem seus prós e contras. Elas são muito pró-ativas e conhecem tudo de tecnologia, mas não se moldam às mudanças e têm dificuldade em aceitar regras".
Para Giuliana Capobianco, de 20 anos, ter um chefe pertencente à geração X foi uma experiência desagradável. "Ele tinha pensamento retrógrado, gostava de fazer tudo certo demais e não acreditava em tecnologia. Não aceitava nenhuma das minhas ideias e isso gerava muitas discussões. Éramos muito diferentes!", afirma.
De fato, são muitas as diferenças entre os dois grupos. A Geração X é mais apegada a títulos, acredita em hierarquia, precisa aprender sobre as novas tecnologias e tem o diploma como uma garantia para o sucesso profissional. Já a Geração Y cresceu em uma sociedade cheia de incertezas, na qual o diploma não é mais garantia de sucesso profissional. É caracterizada pelas mudanças inovadoras, é imediatista e possui grande intimidade com a tecnologia, pois cresceu com ela.
Ambas as gerações têm modo de pensar e agir muito distintos, o que, segundo a psicóloga e orientadora profissional Caioá Lemos, pode ser o grande desafio a ser vencido. “Justamente por causa dessas diferenças há conflitos entre elas. A ambas necessitam aprender que essas diferenças precisam ser respeitadas.”





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