Governo estuda mudar divisão das disciplinas escolares

Projeto propõe que as 13 já existentes se dividam em 4 áreas multidisciplinares.

Por MARCELO MAZETIS

"O desafio é compartilhar conhecimentos que fortaleçam o imenso desafio da inclusão digital"

O Ministério da Educação discute uma nova lei que pode substituir a grade curricular do Ensino Médio de todo o Brasil. As atuais 13 disciplinas já existentes devem ser distribuídas em quatro áreas interdisciplinares que vão se chamar: linguagem, ciências humanas, ciências da natureza e matemática. O objetivo dessa mudança é preparar o jovem para um mundo globalizado, melhorar o ensino do país e capacitar o aluno para ocupar cada vez mais as cadeiras das universidades.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em uma entrevista publicada no site do ministério, disse que “o desafio é compartilhar conhecimentos que fortaleçam o imenso desafio da inclusão digital nas escolas públicas e o uso da tecnologia da informação com fins pedagógicos”, justificando sua preocupação com a capacitação do aluno em um mundo globalizado. O questionamento principal do ministro para essa meta na educação é, em suas palavras, “em que medida nossos jovens estão efetivamente preparados para o desafio econômico e global?”

A professora Adriana Neves Nunes, 40 anos, que dá aulas para o primeiro e terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Inês Brega, acredita que a mudança será muito boa para alunos que já vêm do ensino fundamental preparados e também porque será ótimo para preparar o jovem para uma faculdade. A professora ainda diz que, se o adolescente chega ao segundo grau com um aprendizado tradicional, sem dúvidas ele terá uma certa defasagem para se acostumar ao novo método, pois não foi preparado para esse modelo desejado.

Diante da possível mudança das disciplinas, a questão será se os alunos conseguirão se habituar ao novo método, pois durante o Ensino Fundamental a grade curricular vai permanecer sem alteração. O aluno Igor Gabriel Alves da Silva, 16 anos, que está no primeiro ano do ensino médio, diz estar habituado com o ensino atual. "Se acontecer uma mudança não vou conseguir me acostumar”. Igor ainda defende a opinião de que “não é uma mudança no ensino que vai resolver as coisas e sim o interesse do aluno que frequenta a escola”.

A aprovação da norma que pode validar a mudança das disciplinas do Ensino Médio vai ser decidida até o fim deste ano, e posteriormente discutida pelo Conselho Nacional de Educação. Caso seja aprovada essa substituição, todos os colégios particulares e públicos do país terão de seguir a nova diretriz para o cumprimento do objetivo de preparar os estudantes para um futuro tecnológico e globalizado.

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