Metro busca medidas para resolver superlotação

"Poucas horas no metrô são muito mais estressantes que um dia inteiro de trabalho". 

Por PEDRO RIGOLDI

Usuários da Linha Amarela sofrem com vagões superlotados. 

Usuário do metrô diariamente e autor da frase que abra a matéria Edcarlos Pereira, 22, operador de telemarketing, mora em Itaquera e trabalha próximo ao metrô Anhangabaú. Pega todos os dias ônibus que o leva até a estação Corinthians - Itaquera superlotada. Relata que brigas são constantes por busca de espaço dentro do vagão, mulheres gravidas e pessoas idosas fazem a viagem em pé. Vítima de tentativa de furto conclui que precisa contar com a sorte para chegar ao trabalho.

Segundo Departamento de Imprensa do Metrô, várias medidas estão sendo realizadas e outras com projetos para que se melhorem as condições dos passageiros durante as viagens. A implantação de um novo sistema de controle de trafego que irá diminuir o intervalo entre paradas, além da modernização da frota.

A construção de novas linhas, algumas através de PPP (parceria público-privada), como por exemplo, a linha 6 - Laranja que ligará a futura estação Brasilândia na estação São Joaquim. Se integrada com as linhas da CPTM, São Paulo soma 335 quilômetros de trilhos, números que se equiparam com cidades que possuem grandes e eficientes sistemas metroviários.

Usuário da linha amarela do metrô e morador da zona norte Marcus Augusto Lago, 19, estudante, ao ser questionado sobre a superlotação afirmou que vários motivos elevam esse problema. “As estações são muito centralizadas, então uma multidão de pessoas de uma grande região seguem para uma estação que é pequena”. Citou como exemplo a própria zona norte.

“Muita gente usa o metrô porque é o jeito seguro e rápido de chegar ao trabalho, na escola. A zona norte tem cerca dois milhões de habitantes e aproximadamente seis estações, três numa mesma avenida (Santana, Carandiru, Portuguesa – Tietê)”.

Diariamente circulam pelo Metrô de São Paulo quatro milhões de passageiros. O sistema metroviário possui cinco linhas (1-azul, 2- verde, 3- vermelha, 4- amarela e 5- lilás) ligadas por 64 estações, 58 são operadas pelo Metrô e 6 pela empresa ViaQuatro. A conexão com os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), integração do Bilhete Único contribuíram para o aumento de passageiros nas estações nos últimos anos.

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