Vale tudo por seu ídolo?


O que parece loucura para alguns, para esses fãs, a demonstração de carinho é pouca diante de tanta paixão

Por KAROLINE CORTEZ

Gastar a mesada com pôsteres, faltar na aula ou no serviço, ficar horas e horas no aeroporto, fazer tatuagens e até mesmo dormir na fila do show, são demonstrações de carinho de alguns fãs. Como a paulistana Cássia Bianca, 38, que ficou na fila extensa por dois dias para assistir ao show do seu ídolo, o ex integrante da banda Guns N’ Roses, o guitarrista Slash, que aconteceu na terça-feira, 6 de novembro, em São Paulo.

Foto: Karoline Cortez
 Líder educadora, Cássia, conta que o amor por seu ídolo começou desde pequena, quando ele ainda era integrante da banda, e que desde então, não mede esforços para ir ao show. “Como vou saber quando meu ídolo voltará ao Brasil? E se for o último show? Acho que vale tudo, principalmente ficar dias na fila, pois já conheci e sempre acabo fazendo amizade com pessoas maravilhosas daqui e de outros estados”.

Arquivo pessoal
Victor Aluisio Campos, 19, também não mede esforços para encontrar seus ídolos. Fã de diversos artistas como Ivete Sangalo, Pink, Nx Zero, Pitty, entre outros, Victor já fez muitas “loucuras”. “Não tem um motivo por gostar de tantos artistas, só sei que sempre traço metas para conseguir conhecê-los, como por exemplo, o RBD, que paguei R$ 600,00 para entrar no camarim. Acredito que a melhor sensação que existe é encontrá-los e dizer o quando os admiro”.
Já a carioca Carla Pecene, 21, estudante de direito diz que a melhor coisa é o reconhecimento. Fã da banda Nx Zero, Carla optou por registrar seu carinho fazendo uma tatuagem com a letra de música da banda. “Não me arrependi até hoje, pois o reconhecimento deles é o que me da força e me faz acreditar que tudo é possível”.

Arquivo pessoal
Mesmo com essa demonstração, a estudante diz que, assim como tudo na vida, ser fã também exige limite. “Eles também são humanos e precisam de privacidade, acredito que quando a pessoa começa a viver só para idolatrar e sempre correr atrás do artista que ama, se torna um exagero”.
A psicóloga Janaina Secco, explica que os fanáticos além de deixarem de viver a própria vida para idealizar a do o outro, acabam prejudicando os que convivem ao seu redor e muitas vezes até a própria pessoa admirada. “É preciso impor um limite, pois esse fanatismo pode ser tão excessivo que chega ao ponto da posse ouaté mesmo da morte, como no caso do Jonh Lennon, assassinado nos anos 80 por um fã. É importante acompanhar, apoiar e impor barreiras”.

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